Green

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Esse parece um Half-Black

Descrição:

Este deve ser um dos guppies mais desclassificados nos shows IFGA. O guppy verde num tanque de reprodutores sob a iluminação dos shows mais parece um guppy azul ou púrpura.

A causa disso está relacionada às estruturas da cor na pele do guppy. Não há diferença fundamental entre um guppy azul e verde. Ambos têm pigmentação amarela e cor estrutural azul.  É tudo uma questão do ângulo, da temperatura e da cor da luz utilizada no show. Como os juízes têm que avaliar com os próprios olhos, e não com seus conhecimentos e conceitos, um guppy verde sob condições de iluminação ruins em shows IFGA não mostra verde suficiente para se qualificar.

Veja a série de artigos sobre cores para uma descrição de como se expressa a cor verde.

Jim Alderson apelidou seus guppies verdes de “Gigantes Verdes” (“green giants”), por causa do tamanho dessa linhagem.

A maioria dos verdes expostos nos circuitos IFGA são descendentes de duas linhas, Parrish e Hutter. Veja as descrições dessas linhas na seção genética abaixo.

Genética:

Por causa do tamanho e das formas clássicas dos verdes, e pelo fato da cor verde (pigmentação amarela e cor estrutural azul) serem recessivos em relação à maioria das outras cores, as fêmeas verdes são usadas para melhorar o tamanho e o formato de outras linhagens. Em particular, isso resulta em cruzamentos compatíveis com os azuis (3 de 5), púrpuras (5 de 5), snakeskins (4 de 5) e HB AOC (3 de 5)*. Os vermelhos não são compatíveis com os verdes.

*notas relativas retiradas da tabela de compatibilidade de Jim Alderson.

Cruzamentos com os púrpuras escurecem os verdes. Assim, os machos verdes mais claros devem cruzar com as fêmeas púrpuras. Use uma lanterna à noite para encontrar as fêmeas verdes oriundas desse cruzamento. As fêmeas verdes têm um verde crescente na base da caudal.

Como no caso da maioria das linhagens half-blacks, a fêmea  é a chave.  Na maioria das linhagens hb-púrpura, ela carrega o gene half-black. Ela pode afetar a iridescência da cauda do macho, tornando-a mais  mais escura.

Assim, o criador deve escolher as fêmeas como o melhor (mais escuro) padrão half-black, e com as caudas mais claras. O melhor é manter duas linhas, uma focada no padrão half-black e outra na cor verde mais brilhante. Cruze as linha para corrigir os problemas conforme eles apareçam.

Um dos verdes mais antigos é o Parrish, assim  chamado porque a cor da dorsal da caudal não bate, sendo a dorsal mais clara que a caudal. Essa linha originalmente era caracterizada por seu grande porte e resistência, mesmo em inbreeding.

O criador Hutter desenvolveu uma linhagem em que a cor da caudal bate com a cor da dorsal, que foi aperfeiçoada por Regent. Os verdes Hutter tendem a ser menores e a terem cores mais brilhantes, e serem menos resistentes. Eles passaram por um imbreeding  extensivo, unindo as qualidades de ambas as linhas.

Resumindo, verdes “Parrish”, ou dorsais Parrish são os guppies verdes com mancha branca ou diferença na cor da  dorsal , enquanto que os verdes “Hutter” são os verdes em que a dorsal e a caudal têm cores idênticas. Mesmo sendo os verdes cruzados com outras linhas, os termos continuaram como anteriormente.

Em cruzamentos com snakeskins, cruze um macho com um bom padrão lace com uma fêmea verde. O padrão snake pode ficar grosseiro na primeira geração, dependendo da genética do snakeskin. O conselho usual é  fazer um back-crossing com a linha snake em gerações subsequentes.

Fonte: Philip Shaddock (www.guppyinfo.com),
Traduzido por Carlos Swamy